domingo, 29 de abril de 2012

Pra registrar que aprendi...


Aprendi...
Aprendi que tudo muda, menos o seu jeito de olhar as coisas.
Aprendi que é fácil ter paz de espírito, basta ter Deus.
Notei...
Notei que esses sorrisos falsos não são meus, são seus.
Notei que felicidade é algo facultativo
Notei e aprendi que facultativo é algo que se pode fazer ou não
Não é obrigatório ser triste
É assim que funciona a felicidade, eu sou feliz.
E desse jeito serei... um eterno aprendiz.


William Coelho

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Pseudos


Pseudo-humano, pseudo-feliz,
Pseudo-sentimental, pseudo-aprendiz
Pseudo-adulto, pseudo-amante
pseudo-correto, pseudo-errante

Pseudo-cientista, pseudo-religioso
Se tudo é pseudo, ninguém tem certeza de nada
Pseudo-pensador, pseudo-vivente
Pseudo-adolescente, pseudo-inteligente
O que seria de nós
Sem os pseudos da nossa mente ?

Bianca Felipe

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Carta a Solidão


Solidão,
A palavra que tem mais amigos:
A tristeza, a dor, a depressão, agonia...
A solidão é cair num penhasco profundo
É sonhar com harmonia
E ser feliz neste belíssimo mundo
Com amigos que terei um dia.


William Coelho

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Carta às Guerra Inversas


A Guerra é uma das coisas mais ridículas que existem.
Há quem seja a favor dela, mas a maioria das pessoas a odeiam.
Porém, existe uma guerra que, pelo menos eu, considero belíssima e divina :
A briga entre o dia e a noite, entre o sol e a lua, as nuvens e as estrelas.
Quando a escuridão monstruosa invade a luz, ou quando a claridade puxa a noite com suas garras doces ...

Que os astros celestes me perdoem por compará-los à tamanha tolice que é a guerra,
Mas é que esses acontecimentos são inversamente proporcionais.
Em minha mente, um é a prova de que um brilhante artista projetou perfeitamente o universo;
Já o outro é a prova de que o ser humano consegue ser estúpido o suficiente para destruí-lo.
E destruir a si mesmo.

Bianca Felipe

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Carta às Orações

 
Deus,
Dá-me amor, saúde e paz
Porque eu não sou capaz
De viver nesse mundo
Que não posso sorrir mais.

William Coelho

domingo, 4 de dezembro de 2011

Medo de chamar de amor


E quando eu lhe chamo de gorda eu sou ironico
e quando eu digo que te odeio eu minto
e quando me perguntam se eu ainda gosto de você...
foi a mentira mais bem treinada pra dizer que não em toda minha vida.

                  William Coelho

terça-feira, 29 de novembro de 2011

O medo da perda


               
                As folhas do pé de castanhola batiam na janela no ritmo da brisa. O silêncio sereno da casa do pescador se cessa com o grito de Luma após a consciência. 
-Ele viu a velha! – conclama Luma apontando pra Rodolfo.
-Que velha? A dos boatos? – Pergunta Seu Guida.
                Luma confirma com a cabeça e faz aparência de assustada. A tal velhinha era um espectro. Uma alma que estava dando medo nos pescadores da Ilha de Maritatacas que pescavam a noite para dar sustento a suas famílias. Ela ficou conhecida como Chica das Aparições, porque ela aparecia sem mais nem menos, do nada e desaparecia do mesmo jeito que aparecia. Segundo os pescadores, Chica tinha um aspecto mais formal e discreto, ela era muito branca, dos olhos claros...
-Mas, você bem, Luminha?
-Estou papai, estou. Rodolfo eu acho que... Vamos estudar mais não, depois disso, perdi a vontade.
                Rodolfo acena e Luma se levanta meio que nocauteada e acompanha Rodolfo até a porta da frente. Ela o seguiu até o pequeno jardim da sua casa, que era notória a presença do pé de castanhola, enorme, e as folhas eram de um verde misturado com vermelho. Eles ficaram frente a frente para se despedir um do outro.
-Que susto você nos deu, a seu pai e a mim também.
-Foi mau – Ela ri – de medo dessas almas – houve um bom tempo em silencio - Então é isso, Tchau.
                Rodolfo olha pro céu estrelado, observa a lua... Estava fazendo frio e um vento mais forte aparece. Luma se encolhe e leva as mãos aos ombros.
-Nossa você deve estar com frio – ele coloca sua jaqueta sobre ela.
O rosto dele se aproxima, a boca dele fica um centímetro da boca dela, o coração de Luma acelera e o dele também. Ele a beija. A Ilha pra eles não está mais fria, mas sim, aconchegante com a união dos dois corpos. O beijo fez com que o mundo deles se juntasse e formassem um só. Quando o beijo se cessa ele pega na mão de Luma e a leva pra beira da praia. Saíram correndo como se aquele fosse o último dia de suas vidas. Rodolfo convida-a a entrar na água. Ela aceita e eles vão.
Deixaram os trajes numa pedra próxima a margem. Luma olha o céu e a lua estava escondida sobre as nuvens nubladas. Havia uma tempestade próxima a vir. Ela achou que alguns minutos na praia não faria mal e entrou na água, na qual Rodolfo a esperava. Minutos se passaram e quando deram por sinal, eles já estavam nus. Era, literalmente, uma noite prazerosa. As ondas estavam severas e Rodolfo notou as gotas de chuva. Já era tarde demais. Para o desespero de Luma, ao tentar sair, a correnteza levou Rodolfo. Ela ficou sem rumo, desnorteada. Não sabia o que fazer. Agoniada, ela se senta sobre a pedra que tinham deixados as coisas e chora. Chora lágrimas de desespero.
Ela sente um vento mais frio e perto do seu ouvido uma voz dizia: “Rodolfo, meu filho, ele vai voltar pra você”. Era Chica das Aparições. Uma fica perplexa ao notar a mão branca, quase transparente pousar em seu braço. Ao olhar pro lado, viu Chica sumir como uma miragem cessante. Em prantos, Luma olha em direção ao mar e vê Rodolfo surgir das águas vorazes. Não sabia se era sentimento de ódio, de alívio, mas ela saiu correndo rumo a ele e esbofeteou se peitos nus e chorou.
-Porque não me disse que Chica era sua mãe!?
-. E o nome dela é Mazé. Eu vim pra cá Luma, porque antes dela morrer ela disse que ia estar nessa Ilha, acabei encontrando você e me apaixonei. Ajude-me a fazer com que as ondas do mar levem-na em paz para o descanso eterno, Rainha da lua? 
-“Que sua alma descanse em paz e que as ondas do mar lhe dêem o sossego eterno”. – conclamou Luma com ironia.
-Eu te amo minha deusa. Pretende que você seja minha rainha também. Quer namorar comigo?
-Eu desejo, eu aceito e eu também te amo meu súdito.
Ela viu o brilho da lua novamente nos olhos de Rodolfo e sentiu dona daquele olhar, daquele homem...  

William Coelho